Uma vez alguém do meu passado me ensinou
como jogar uma boa partida de truco, e apesar
de a princípio eu pensar ser apenas um jogo machista
onde o valete é mais que a dama, aos poucos
aprendi que tinha seu valor.
A regra consiste em quem põe a carta mais alta,
tem toda uma sequência específica, mas não foi
pra isso que escrevi esse poema.
O truco é pedido quando um dos jogadores sem
ver a carta do outro acredita que a sua
vale mais que a dele. Se o segundo
jogador aceitar o desafio, ambos viram
as cartas
e quem tiver a maior leva os pontos.
Consiste em sinceramente acreditar que
sabe
melhor que a outra pessoa por mais
que às vezes o azar da partida esteja
contra você.
Tem vários jeitos de pedir truco,
eu aprendi gritando e batendo na
mesa com força para que o outro
não consiga pensar direito.
TRUCO
que você ainda tem minhas fotos.
TRUCO
que relê minhas mensagens.
TRUCO
que percorre minhas poesias
TRUCO
que pensa no meu rosto.
TRUCO
que escuta minha risada.
TRUCO
que lembra como eu virava uma cerveja.
TRUCO
que queria brincar com meu cabelo.
TRUCO
que sente minha falta.
TRUCO
(batida na mesa)
que se arrepende do dia
em que trucou que caso
passasse os limites eu voltaria
(e perdeu)
-Silvia Helena Ferraz Planard
“Não existem segundas chances, porque nada volta a ser como era antes. Depois que algo é quebrado sempre vão existir marcas que vão provar que algo esteve errado. Não existem segundas chances quando um coração é magoado. Não existem outras oportunidades para algo que se deixou passar.”— Caio Fernando Abreu. (via construindoversos)
Estoy acostumbrada a solucionar mis problemas solita. Pero a veces quiero que alguien me abrace mucho, y me diga que yo sí puedo.
“Eu quis ligar pra alguém. Contar o que tinha acontecido, e que doía. Mas não havia ninguém ali. Ninguém com que eu pudesse contar. Ninguém disposto a abrir mão do sono para ouvir minhas queixas. Ninguém que se importasse. Então eu virei pro lado e a dor veio. Rápida. Forte. Devastadora. Senti minha alma se rasgando ao lembrar daquelas palavras. E dói. Ainda dói.”— Os 13 porquês. (via inconsumada)
“E você é o nó que eu ainda não sei desatar.” - Robin and Stubb”—
Você é ridiculamente irritante e insuportável quando quer, Stubb. E quando não quer consegue ser o dobro, só por ser quem você é. Eu nunca fui de me levar por qualquer coisinha que eu ouvi por aí, mas o seu dom de me convencer das coisas é algo tão persuasivo que chega a ser sem sentido. É incrível o fato como você lida com as coisas não lidando. São raros (raros mesmo) os momentos “stubb-vale-a-pena” que você tem. Eu sei que não sou lá muito boa pra falar de romantismo, mas você é um desastre. Você se atrapalha nas suas próprias palavras, e cai num buraco que você mesmo cavou. Se erros tivessem nomes próprios, pode ter certeza que o pior de todos teria o seu nome. Você é, basicamente, tão compatível comigo que a única coisa que eu sei fazer é negar isso. Mas você insiste e acaba me convencendo. Eu sempre tô te odiando quase o dobro do que tô aceitando você ser compatível comigo, porque ao mesmo tempo que a compatibilidade existe, também existe o lado oposto. Eu me escondo de você, e você se esconde de todo mundo. O teu problema é ser absurdamente insensível e incompreensível. E o meu problema é tentar te entender mesmo sabendo que não consigo. Stubb, o problema da nossa quase-fixa-relação é que eu não te suporto e você não me aguenta. É que todos os seus casinhos deram errado, e eu duvido muito que o nosso der certo. Mas os outros você sabia que daria errado, o nosso a gente ainda tem o trabalho de se enganar. Tô usando muito plural, já que 99% das vezes você consegue me ver no transparente, vou deixar transparecer pelo menos dessa vez. E dou mais uma empurrada na nessa quase-fixa-indefinida-errada relação.
- Robin and Stubb







